quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Depreciação



(TCE/PI – Auditor de Controle Externo – FCC 2014) Considere as informações sobre um equipamento de medicina diagnóstica adquirido por um governo municipal para ser usado por um hospital da Administração direta municipal:
  02/01/X1: Empenho da despesa referente à aquisição do equipamento por R$ 250.000,00.
  10/01/X1: Entrega do equipamento pelo fornecedor e liquidação da despesa.
  14/01/X1: Empenho da despesa referente à instalação do equipamento por R$ 20.000,00.
  01/02/X1: Instalação do equipamento pelo prestador de serviços e liquidação da despesa.
  01/02/X1: O equipamento foi colocado em condições de uso e começou a ser utilizado pelo Hospital Municipal. Nesta mesma data, a vida útil estimada do ativo foi de dez anos e seu valor residual de R$ 30.000,00.

  20/05/X1: Empenho da despesa com Outros Serviços de Terceiros −Pessoa Jurídica no valor de R$ 7.250,00 referente à
manutenção preventiva do equipamento.
  01/07/X1: O serviço de manutenção foi prestado e houve a liquidação da despesa com Outros Serviços de Terceiros −Pessoa Jurídica.
 Para cálculo da depreciação, a prefeitura utiliza o método das quotas constantes. Sabe-se que, com a manutenção preventiva,
NÃO ocorreram alterações na estimativa de vida útil e valor residual e NÃO houve a geração de benefícios econômicos futuros ou potenciais de serviços. Com base nestas informações, em 31/07X1, o valor líquido contábil do equipamento era, em reais,
(A) 239.000,00.
(B) 258.000,00.
(C) 228.000,00.
(D) 265.100,00.
(E) 256.000,00.

O Valor do bem será composto do valor de aquisição somados os gastos realizados a fim de colocar o bem em condições de uso, sendo, a partir desse momento, que começa a contar a vida útil.
Valor contábil do bem: 250.000,00 + 20.000,00 = R$ 270.000,00
Início da vida útil: 01/02/X1
Vida útil: 120 meses
Valor residual: 30.000,00
A partir do início da vida útil, os gastos com manutenção que não impactarem em aumento de vida útil do bem, serão consideras como despesas/custos do períodos, não se incorporando esses valores ao bem.
Assim, temos que:
Valor depreciável do bem: 270.000 (valor do bem) – 30.000,00 (valor residual) = R$ 240.000,00.
Depreciação mensal: 240.000,00 / 120 meses = R$ 2.000,00
Depreciação no período de 01/02/X1 a 31/07/X1 (6 meses) = 2.000,00 x 6 = R$ 12.000,00.
Valor líquido contábil do bem = 270.000,00 (valor do bem) – 12.000,00 (depreciação do período) = R$ 258.000,00.

Resposta letra B.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Variações Patrimonias



(TCE-PI - Auditor Fiscal de Controle Externo Disciplina – FCC 2014) Considere as transações ocorridas no mês de janeiro de 2014 em uma determinada entidade pública:

I. Pagamento a fornecedores, no valor de R$ 700.000,00, referente a obrigações reconhecidas no passivo no mês de dezembro de 2013.
II. Reconhecimento de multas e juros sobre créditos tributários no valor de R$ 150.000,00. Tal receita foi arrecadada em fevereiro de 2014.
III. Uso de material de consumo no valor de R$ 250.000,00, cuja entrega foi feita pelo fornecedor em dezembro de 2013.
IV. Arrecadação de receita de aluguéis no valor de R$ 110.000,00, cujo fato gerador ocorreu em dezembro de 2013.
V. Prestação de serviços no valor de R$ 900.000,00 com recebimento em fevereiro de 2014.

Com base nos procedimentos contábeis patrimoniais, estas transações, tomadas em conjunto, em janeiro de 2014, provocaram aumento no Ativo de, em reais,
a) 350.000,00
b) 210.000,00.
c) 100.000,00.
d) 800.000,00.
e) 460.000,00.

Seguem abaixo os impactos ocorridos no Ativo, juntamente com os registros contábeis resumidos:

Pagamento de Fornecedores: 700.000,00 (redução do ativo – saída do banco)
D – Fornecedores
C – Banco (Ativo)

Reconhecimento dos Juros do Crédito Tributário: 150.000,00 (aumento do ativo)
D – Crédito Tributário a Receber (Ativo)
C – VPA

Consumo de material: 250.000,00 (redução do ativo)
D – VPD
C – Estoque (Ativo)

Arrecadação de Receita de Aluguéis: 110.000,00 (não impacta no ativo)
D – Banco (Ativo)
C – Aluguéis a Receber (Ativo)

Prestação de Serviços: 900.000,00 (aumento do ativo)
D – Clientes (Ativos)
C - VPA

Variação do Ativo: 900.000 – 700.000 + 150.000 – 250.000 = R$ 100.000,00

Abraços e bons estudos.

Variações Patrimoniais



(TCE/PI – Auditor de Controle Externo – FCC 2014) O recebimento de elevadores, com a liquidação concomitante da despesa, para um prédio onde funciona uma universidade pública estadual, entidade autárquica, é uma transação de natureza
(A)  econômico-financeira que provoca uma variação qualitativa no patrimônio público.
(B)  administrativa que provoca uma variação quantitativa aumentativa no patrimônio público.
(C)  econômico-financeira que provoca uma variação quantitativa diminutiva no patrimônio público.
(D)  administrativa que provoca uma variação qualitativa no patrimônio público.
(E)  administrativa que provoca uma variação quantitativa diminutiva no patrimônio público.

Primeiramente, para resolver a questão, precisamos definir o que são Variações Qualitativas e Variações Quantitativas.
As variações patrimoniais classificam-se em quantitativas e qualitativas.
Entende-se como variações quantitativas aquelas decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido.
Já as variações qualitativas aquelas decorrentes de transações no setor público que alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido.
A partir da definição acima, vamos ao registro contábil.
Quando do recebimento dos elevadores, sobre o enfoque patrimonial teremos a seguintes contabilização:
D – Bem (ou Obras em Andamento) (P)
C – Fornecedores (F)
Conforme se observa do registro contábil, não houve alteração quantitativa do patrimônio, mas apenas qualitativa.
Além disso, por se tratar de FATO contábil, esse transação é de natureza econômico-financeira.
Portanto, com base no exposto acima, resposta letra A